Angiomiolipoma

O angiomiolipoma é um tumor renal benigno, composto de gordura, vasos e músculo liso. É relativamente frequente, sendo encontrado entre 0,3 e 3% dos indivíduos. Em geral ocorre de forma isolada, sem estar associado a outros problemas de saúde, embora seja observado também em indivíduos com esclerose tuberosa (doença genetica associada a tumores benignos em diversos órgãos), em 20% dos casos. Nestes indivíduos com esclerose tuberosa, é frequente encontrarmos múltiplos tumores, às vezes nos dois rins.

Ocorre mais frequentemente em indivíduos entre 30 e 40 anos e em geral não causa nenhum tipo de sintomas. Geralmente o angiomiolipoma é encontrado em um exame como ultrassom, tomografia ou ressonância magnética realizado por algum outro motivo (incidentaloma).

Dividimos os angiomiolipomas de acordo com suas dimensões em pequenos (menores de 4 cm), moderados (4 a 8 cm) e grandes (>8 cm). Os tumores maiores apresentam risco elevado de ruptura e hemorragia, por este motivo devem ser sempre tratados. Os tumores menores, em geral devem ser acompanhados.

Há algumas situações em que há dúvida se a lesão em questão é realmente um angiomiolipoma. Isto é mais frequente nos chamados “angiomiolipomas pobres em gordura”, que representam 4-5% destes tumores. Nestes casos, é difícil diferenciar entre um câncer de rim e um angiomiolipoma, e por este motivo podem ser necessários procedimentos complementares, como biópsia ou cirurgia.

O tratamento do angiomiolipoma pode ser realizado através de cirurgia, geralmente retirando o tumor e preservando-se o rim, ou através de procedimentos minimamente invasivos como ablação ou embolização. Está indicado em tumores grandes, quando há sintomas, quando há suspeita de malignidade ou outras complicações. Na fotografia abaixo demonstramos um caso raro de um angiomiolipoma que cresceu para o interior da veia renal e necessitou ser removido.