Câncer de próstata oligometastático metacrônico: um novo tratamento para quando o PSA aumenta após o tratamento inicial

No congresso ASCO-GU 2020, um dos mais importantes do mundo sobre o tema, foi apresentado o resultado de um estudo chamado STOMP (Targeted Therapy in the Context of Low-Volume Metastatic Prostate Cancer). 

Este estudo avaliou homens com câncer de próstata tratado por radioterapia ou cirurgia, e que tiveram recidiva bioquímica (aumento dos níveis de PSA após o tratamento). Destes pacientes que tinham até 3 lesões metastáticas no exame de PET-CT de colina, foi comparado o benefício de tratar com radioterapia ou não fazer nada com estas lesões que apareceram no PET. Ou seja, fazer algo que até hoje não é habitual no tratamento do câncer de próstata: tratar as metástases.

É importante ressaltar que o estudo apresenta diversas limitações, mas demonstrou um benefício no sentido de postergar a necessidade de mediações anti-androgênicas nos homens que receberam tratamento com radioterapia para metástases

Estes resultados devem ser vistos com cautela, mas abrem uma nova forma de se encarar o tratamento desta situação, chamada de “câncer de próstata oligometastático metacrônico”

https://www.urotoday.com/conference-highlights/asco-gu-2020/asco-gu-2020-prostate-cancer/119300-asco-gu-2020-updated-results-from-the-stomp-trial-targeted-therapy-in-the-context-of-low-volume-metastatic-prostate-cancer.html