Angiomiolipoma renal: o que fazer?

Os angiomiolipomas renais (também chamados AML) são tumores em geral benignos, compostos por células de gordura e de músculo liso. São muito mais comuns em mulheres do que em homens e na grande maioria das vezes não requerem nenhum tratamento. Na maioria das vezes realiza-se somente o acompanhamento através de exames de imagem (ultrassom, tomografia, ressonância magnética) , principalmente em lesões pequenas, de poucos milímetros ou centímetros.

Nódulo renal hiperecoico: um achado comum em exames.

A forma mais comum de diagnóstico de angiomiolipomas atualmente é através de exames de rotina. Para os angiomiolipomas pequenos de 5-10mm, não é necessário nenhuma medida adicional. Quando estes tumores assumem dimensões maiores, principalmente acima de 4 cm é que há maiores preocupações. As preocupações principais com os angiomiolipomas são duas: risco de malignização, ou seja, transformar-se em um câncer (isto é extremamente raro) e o risco do tumor romper e levar a hemorragia (chamdo de Síndrome de Wünderlich). Eventualmente, nestes casos são necessárias biópsias, cirurgias para remoção do tumor ou embolização. As cirurgias em geral são realizadas com o intuito de remover o tumor e preservar o rim. A embolização é uma alternativa, e tem como objetivo reduzir o tamanho do tumor sem necessitar de cirurgia. Contudo, em geral são necessários alguns procedimentos para que o tumor regrida suficientemente de tamanho.

Um recente estudo de metanálise demonstrou que o tratamento mais realizado na literatura médica é a observação (48%), seguido de cirurgia (31%) e embolização (17%). Nos casos de embolização, em 30% dos casos foram necessários procedimentos adicionais.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31171501